Crescimento da inflação americana

Hoje (15), teve início a reunião de dois dias do Fed e a conclusão se dará amanhã (16). Na quinta passada (10), os dados de inflação dos EUA divulgados pelo Bureau of Labor Statistics (BLS) acenderam o alerta no mundo todo. No acumulado em 12 meses, a alta foi de 5% – a  maior para o período desde agosto de 2008. E embora o cenário inflacionário não deva ter impacto imediato sobre a política monetária, pode vir a pressionar o Federal Reserve a elevar a taxa de juros antes do previsto para segurar os preços.

Vamos acompanhar.

O que você tem a ver com isso? Essa elevação pode provocar uma fuga de capital de países como o Brasil. Continue lendo para entender melhor o cenário.

Segundo Jerome Powell, chair do Fed, ainda é cedo para começar a discutir qualquer mudança nos estímulos do governo à economia, que se recupera em ritmo vertiginoso, passado mais de um ano de pandemia. De fato, o Banco Central dos EUA tem se mostrado confortável com os riscos inflacionários – a última ata reforça a ideia de que a inflação no país é transitória. Porém, já sugere que uma discussão do seu programa de compra de ativos pode acontecer em breve. Portanto, não podemos fechar os olhos para a alta dos preços acima das previsões do mercado: em algum momento, ela pode alcançar um maior patamar e são as decisões do Fed nos próximos meses que determinarão qual será o impacto.

Está claro que a elevação da taxa de juros americana é esperada por todos, em maior ou menor grau. Para nós, brasileiros, a preocupação é em que condições fiscais a receberemos. A tendência mundial é de subida liderada pelo Fed e, aqui, o crescimento da dívida pública com uma Selic mais alta tornaria a nossa situação fiscal ainda mais crítica.

 

O que poderia acontecer de ruim nessas circunstâncias?

 

  • Diante de qualquer incerteza, o dólar tende a subir e o investidor a buscá-lo, tanto para assegurar uma reserva numa moeda forte quanto para trocá-la posteriormente por investimentos em países economicamente mais seguros.

 

  • Os investidores estrangeiros costumam fugir dos mercados acionários mais arriscados em situações como essa, e o mercado brasileiro é um deles.

 

  • A Selic, que já está em alta, subiria ainda mais para acompanhar o Fed, visando evitar a ampliação do diferencial em relação aos EUA e segurar a inflação brasileira. Assim, refrearia a eventual fuga de capital e conteria a alta do preço do dólar.

 

  • Por outro lado, essa subida dos juros tornaria a dívida federal ainda maior – o que, na ausência de reformas, é motivo para a evasão de capital estrangeiro. Eis então a sinuca de bico: subir nossos juros não seguraria o preço do dólar.

 

Chamamos esse quadro de dominância fiscal: trata-se do desequilíbrio entre a política monetária e a política fiscal do Estado. É esse o risco crescente que está rondando o mercado, mas, que fique claro, é o pior cenário possível.

Quer saber como proteger os seus investimentos da inflação dos EUA e se beneficiar das oportunidades do momento atual? Entre em contato com a nossa assessoria. As mudanças são constantes e os nossos estudos também.

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