Selic em contínuo crescimento

Nesta quarta-feira, o Copom (Comitê de Política Monetária) repetiu a dose do ajuste de 0,75% da Selic, que subiu de 2,75% para 3,50% ao ano. A decisão visa conter a aceleração da inflação no país. O Banco Central anteviu ainda nova alta de 0,75 para a próxima reunião – o que levaria a taxa aos 4,25% ao ano. No entanto, não há compromisso com essa posição – os riscos pela frente podem levar o BC a mudar a estratégia, elevando a Selic acima desse nível “neutro”.

O que muda para você, investidor?

Em economês (língua falada por investidores e traders), a taxa básica continua “estimulativa”. Isso porque, segundo Relatório de Inflação do BC, o degrau dos “juros neutros” – que não estimula nem desestimula a economia – está hoje próximo dos 6% ao ano – o que ainda é distante da nova Selic. Portanto, embora a atual elevação seja significativa, não é suficiente para reduzir o apetite por risco nas carteiras de investimentos.

Então a renda fixa permanece pouco atrativa?

Sim, é falsa a impressão de que a alta da Selic para 3,50% melhora renda fixa – o retorno real continua abaixo da inflação. A diversificação do portfólio com renda variável segue recomendada. E mesmo no cenário de normalização parcial (taxa entre 5%  e 5,5% ), o juro real ainda será pequeno comparado ao padrão histórico do Brasil.

Nosso sistema de metas de inflação foi criado em 1999 e começou em 8%. Em 2015, por exemplo, a Selic era de 14% ao ano. Nesses tempos, a renda fixa se destacava pela excelente rentabilidade associada à baixa liquidez e à segurança (baixo risco de volatilidade dos ativos). Mas, de lá pra cá, a gradual redução da taxa foi tornando a modalidade menos atrativa, atingindo, em 2020, o menor patamar da história: 2% ao ano.

E por que o investimento de RF segue no topo da preferência dos brasileiros?

Porque nosso sistema financeiro ainda é imaturo. O número de investidores cresceu significativamente nos últimos anos, mas continua baixo se comparado ao de economias maduras, como os EUA. Vivemos um momento de desmitificação da renda variável, mas a inexperiência e a falta de conhecimento sobre a Bolsa de Valores ainda implicam um perfil mais tradicional e conservador do investidor brasileiro.

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